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Pais relatam automutilação de alunos e agressões físicas a outros dentro de unidade escolar

Pais de alunos da escola estadual Santa Genoveva, em Augustinópolis, reclamam da falta de inspeção e falta de segurança dentro da unidade escolar. Segundo denuncias relatada por pais de alunos os problemas vão de automutilação dos estudantes dentro da sala de aula (inclusive, as denúncias dão conta de que essas automutilações são realizadas na presença de professores, que, segundo os pais presenciam tudo, sem nada fazer ) até agressões físicas a outros alunos da unidade. Um dos pais declarou ao site CIDADE que sua filha de 14 anos está sendo ameaçada por outros alunos, e que teme pela integridade física da menina e que pensa em tira-la da escola “Lá tá um inferno, a direção não tem mais controle sobre os alunos, crianças se cortam dentro da sala de aula na presença dos professores e nada é feito, agem como se tudo fosse normal, mas não é, a minha está sendo ameaçada constantemente por um grupo que se formou lá dentro, dizer a toda que vão pegar minha, vão bater, vão esmurrar, e isso foi levado a diretoria que nada faz, a professora do caso das crianças se cortando ainda tá lá dando aula, nunca foi punida, se nada for feito a coisa vai só piorar. Vou tirar minha de lá, ali não é lugar de se estudar” desabafou” uma mãe.

Ainda conforme pais da unidade escolar as crianças que praticam automutilação nunca foram punidas, nem encaminhadas para órgãos competentes “As meninas continuam lá, assistindo normalmente as aulas, nunca foram encaminhadas para o conselho tutelar, ou seja, lá para qual for o órgão, isso é um absurdo, não pode acontecer dentro da sala de aula” relatou outra mãe.

Procurada, a direção disse que está tomando as devidas providências, e que ao contrário do que as mães relataram as crianças que se cortavam estão sendo acompanhadas pelos órgãos competentes e que tudo está sendo resolvido “Já tomamos as devidas providências quanto àquelas meninas que praticaram automutilação, já foram encaminhadas para acompanhamento de profissionais da área” disse o diretor da unidade. Segundo o próprio diretor já era do seu conhecimento as automutilações, mas que sempre ocorreram foras das dependências da escola, os casos ocorridos dentro da sala de aula era novidade para ele, só ficou sabendo através de um vídeo gravado por outra aluna “Não sabíamos das práticas dentro da sala de aula, isso é novidade para nós, vamos investigar o caso, se a professora em questão foi conivente com as práticas realizadas em sua aula e com sua presença será punida” concluiu o diretor.

Imagem do braço de uma das crianças após a automutilação em sala de aula
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