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A política do Pão e circo e o acerto da prefeitura em suspender o carnaval

 

Foto: Internet

 

Na antiga Roma, o modo que os lideres lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio era o de oferecer pão e circo.

Tirar da população qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupar somente com o alimento e o divertimento, e assim evitar qualquer ato de rebeldia contra o governo.

Nos tempos de crise, em especial no tempo do Império, as autoridades acalmavam o povo com a a construção de enormes arenas, oferecendo ao povo espetáculos com palhaços, artistas de teatro e corridas de cavalo. Outro costume dos imperadores era a distribuição de cereais mensalmente no Pórtico de Minucius. Essa prática fazia com que todos não percebessem que estava ocorrendo uma crise e também servia para manter a popularidade do Imperador em dias.

Os séculos passaram, e a tática do pão e circo continuou viva, sendo bem utilizada por governos populistas na chamada democracia, em especial no Brasil.

Vivemos uma crise nacional, onde os repasses para prefeituras vem caindo, e governos populistas em lugar de cortar gastos, principalmente com festividades, e priorizar os recursos para a saúde e educação, investem maciçamente em programações festivas, em detrimento das áreas já citadas, tudo para manter sua popularidade, mas a conta dessa manutenção da popularidade vai chegar, e quem vai pagar é o povo que preteriu o destino de recursos à áreas essenciais em nome da diversão.

Ao cogitar suspender o carnaval de 2018 a prefeitura de Augustinópolis agiu de maneira responsável com o erário público acertou de maneira sublime nessa decisão. Há um ditado que diz: só quem está calçado sabe onde o sapato aperta. Comprometer o orçamento público para satisfazer uma turma que não sabe do que se trata é de uma irresponsabilidade sem precedentes. A política do pão e circo querida pela população e aplicada pelos populistas sem compromisso com coisa pública é a mãe de todos os males que hoje nos assola. A coisa pública está acima de qualquer popularidade de qualquer que seja o gestor.

Heitor Fillipe Batista disse: Enquanto houver a cultura do pão e circo, o povo continuará sendo tratado como palhaço.

 

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